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MÉDICOS: FOCO NO DEVER DE INFORMAÇÃO

É de conhecimento notório entre a classe médica o recente fenômeno da judicialização da medicina.
É crescente o número de ações contra médicos e, em razão disso, tornou-se fundamental para os profissionais tomarem todas as
cautelas para se resguardarem de possíveis problemas futuros.

É óbvio que nenhum profissional está imune a erros, mas o que vemos diuturnamente é um grande número de ações em que as pessoas,
não satisfeitas com resultados de tratamentos, cirurgias e quaisquer procedimentos, entram com ações na justiça, pedindo indenizações milionárias, frequentemente, sem qualquer fundamento.

Isso porque, o fato de a pessoa não estar satisfeita com o resultado não significa necessariamente que tenha ocorrido um erro médico.
A medicina não é uma ciência exata e as respostas aos tratamentos, cirurgias, etc, são diversas em cada indivíduo.

Por tal razão, é fundamental que os profissionais se resguardem de forma extremamente cautelosa, em cada atendimento.

Há especificidades em cada especialidade, mas de maneira genérica, nossa orientação é: documentar tudo!

Isso significa que o profissional, ao atender cada paciente, tem que elaborar uma ficha de atendimento o mais minuciosa possível, relatando as queixas, as prescrições, evoluções e principalmente que informou ao paciente sobre os possíveis riscos de cada prescrição e tratamento (consentimento informado).

Existem várias ações em que o tratamento estava adequado, mas o profissional foi condenado por “falha no dever de informação”.

Apenas para ilustrar, citamos um caso em que o paciente foi submetido a uma cirurgia sem ter sido suficientemente informado
sobre os possíveis riscos inerentes ao ato. A intervenção se realizou sem falhas, mas o risco, embora pouco frequente, se concretizou
e o paciente sofreu uma pequena lesão.

Não houve erro médico. No entanto, neste caso, o médico foi condenado não por erro na realização do procedimento, mas pela falha
na prestação da informação. A indenização foi menor do que seria em caso de erro médico, mas houve condenação.

Portanto, médicos, foco total no dever de informação!
Caso tenham sugestões de temas, fiquem à vontade para nos enviar!

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